Produtividade de 44.75 movimentos por hora (MPH), por guindaste, totalizando 89.50 MPH no berço. Esse é o novo recorde de movimentação registrado no Porto do Pecém, pela empresa APM Terminals Pecém, durante a operação do navio MSC Maureen, em 30 de dezembro de 2016. Ao todo, foram 703 movimentos realizados na embarcação que integra o serviço semanal Bossa Nova, o qual conecta o Brasil à Europa e ao Oriente Médio. A maior marca, anteriormente registrada, era de 33.44 movimentos por hora por equipamento (navio Aliança Vicente Pinzon, operado em 15 de novembro de 2016).
Com esse desempenho, por guindaste, o Porto do Pecém entra no patamar de portos altamente produtivos “e comprova que, com a chegada dos novos guindastes do tipo STS (Ship to Shore), em julho de 2016, Pecém entra na era das modernas operações de contêineres em âmbito global”, disse o diretor superintendente da APM Terminals no Brasil, Ricardo Arten. “A expectativa é que 2017 seja um ano ainda mais brilhante do ponto de vista da eficiência, da segurança e do foco no cliente”, acrescentou.
Operação
Cinco meses após a chegada dos novos guindastes, a empresa já dobrou seus índices de produtividade em relação à média do primeiro semestre de 2016, quando apenas guindastes do tipo MHC (Mobile Harbour Crane) operavam contêineres no terminal. No mês de dezembro, foram 32 movimentos por hora por equipamento em média considerando as 21 atracações do período. “Para os próximos meses, pretendemos superar a média de 35 movimentos por hora por STS, com picos de até 90 movimentos por hora no berço”, completou Arten.
Do ponto de vista dos armadores, a estabilidade dos índices de eficiência portuária são essenciais para a escolha do terminal onde irão atracar. Por isso, a expectativa é que o novo patamar de produtividade atingido pelo Porto de Pecém atraia mais linhas de navegação, atendendo diferentes rotas e beneficiando importadores e exportadores das regiões Norte e Nordeste do país.
Investimentos
O Porto do Pecém é administrado pela Cearáportos, cujo acionista majoritário é o Governo do Estado do Ceará. Recentemente, a companhia investiu cerca de R$ 600 milhões na expansão do terminal. Além disso, a APM Terminals Pecém, que opera contêineres e carga geral, injetou R$ 100 milhões e equipou os berços 8 e 9 com guindastes de cais do tipo STS que estão entre os mais modernos e maiores do país, com 51 metros de altura útil (distância entre o nível do trilho no cais até a base do spreader em seu ponto mais alto) e prontos para operarem navios maiores que em breve irão escalar a Costa Leste da América do Sul.
Com profundidade que varia de 13,5 a 18 metros nos pontos de acostagem, Pecém possui todas as condições necessárias para se tornar um porto distribuidor de cargas para as regiões Norte e Nordeste do país. O projeto de longo prazo é também fundamentado na localização estratégica do porto em relação a importantes mercados consumidores, como os Estados Unidos e a Europa, além da proximidade com o Canal do Panamá, expandido em 2016 para acomodar embarcações maiores.
Saiba mais
A APM Terminals, referência na operação de contêineres e líder global de produtividade portuária, está presente em 69 países e 72 terminais, entre eles Yokohama, considerado o mais produtivo do mundo (186 BMPH) pelo ranking anual publicado pelo Journal of Commerce, o qual lista ainda outras oito instalações operadas pela empresa na relação dos 25 portos e terminais mais produtivos. No Brasil, a APM Terminals opera no Porto de Pecém, é arrendatária do terminal de contêineres de Itajaí, além de ter participação de 50% na Brasil Terminal Portuário, em Santos (SP), e parcela minoritária no TCP, em Paranaguá (PR). A empresa também dispõe de unidades de reparos e armazenagem de vazios na região Sul do País.
Fonte: O Estado