O Ceará é o segundo estado do Nordeste com mais competitividade na busca por investimentos em função de itens como infraestrutura, potencial de mercado e inovação. Considerando-se apenas as unidades federativas da região, o lugar que o Estado ocupa no Ranking de Competitividade dos Estados, lançado ontem (19) pelo Centro de Liderança Pública (CLP), só não é melhor que a de Pernambuco, que lidera no Nordeste.
No ranking nacional, o Ceará ocupa a 14ª posição. Seis dos 10 pilares considerados no levantamento tiveram notas acima da média nacional no Estado. São eles: potencial de mercado, infraestrutura, educação, eficiência da máquina pública, sustentabilidade ambiental e solidez fiscal. O Estado recebeu qualificações abaixo da média nacional em capital humano, sustentabilidade social, inovação e segurança pública.
Os Estados brasileiros do Sul e Sudeste como São Paulo, Paraná e Santa Catarina lideram no país entre as unidades da federação mais competitivas. Atrás dessas regiões vêm o hoje emergente Centro-Oeste, principalmente em função do agronegócio, e os Estados do Norte e Nordeste, que ocupam as últimas posições
Referência
O levantamento, elaborado pela Tendências Consultoria e pela Economist Intelligence Unit, foi realizado a partir de 65 indicadores divididos em dez pilares gerais que têm como referência dados das mesmas áreas dos países que compõem a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE).
A posição no ranking dos Estados é obtida por meio de pontos, onde os Estados e seus respectivos pilares possuem a nota 100 como máxima.
Agronegócio
Segundo as análises dos autores do ranking, em suas últimas edições o posicionamento dos Estados vem espelhando em boa medida a dinâmica atual da economia brasileira, com perda de participação do setor industrial e aumento da atividade nas regiões que são mais voltadas para o agronegócio. O potencial de mercado das regiões agrícolas tem crescido, o que acaba influindo em melhora fiscal dessas unidades da federação.
Já os Estados do Sudeste, como São Paulo e Rio de Janeiro, seguem a tendência de piora na questão financeira justamente por terem ficado mais expostos, por conta do seu alto grau de industrialização, aos efeitos da recessão dos últimos trimestre, que levou a quedas mais acentuadas na arrecadação tributária.
Fonte: Diário do Nordeste