Um passo importante para a economia do Ceará foi dado na manhã da última segunda-feira quando o Governo do Estado inaugurou o descarregador de minério de ferro e acionou o funcionamento da correia transportadora que levará o minério e outros granéis sólidos de alta densidade do cais até as empresas instaladas no Complexo Industrial e Portuário do Pecém (CIPP). Os novos equipamentos, que juntos custaram R$ 272 milhões, serão utilizados inicialmente para atender a demanda da siderúrgica (CSP).
Infraestrutura de caráter dinâmico, que precisará de constantes investimentos, o Porto do Pecém é estratégico no plano de dotar o Ceará de uma economia mais relevante e geradora de riqueza. Por isso, tem todo o sentido a mobilização de recursos públicos para dotar o complexo de equipamentos que concedam mais competitividade econômica ao porto.
No entanto, o ideal é que se alcance o padrão em que a modernização do porto não necessite de mais recursos públicos. Afinal, administrar e promover investimentos em um equipamento daquela natureza não é atividade fim do Governo. O ideal é que as inversões financeiras passem a ser feitas pela iniciativa privada.
Há bons modelos disponíveis no mundo. Recentemente, o governador Camilo Santana (PT) visitou as instalações do porto de Roterdã, um dos três maiores do mundo. É fato que se trata de um porto de propriedade daquela importante cidade da Holanda, mas o equipamento não é administrado pelo setor público e sim por uma empresa privada especializada no setor.
Muito do impressionante desempenho do porto holandês deve-se ao seu modelo de gestão. A autonomia administrativa é total e não há nenhuma interferência das autoridades públicas, situação que permite decisões rápidas e dotadas de razões técnicas. É esse modelo de gestão o fator que gera confiança e a segurança jurídica fundamental para a concretização dos investimentos privados no porto.
Felizmente, o Governo do Ceará se mostra sensível a essa questão. Tanto que iniciou os estudos e o planejamento para atrair o interesse da inciativa privada em investir do Pecém.
Fonte: O Povo