EDP registra lucro líquido de R$ 271 milhões no primeiro trimestre
06/05/2020

Companhia já tem mais de 60% das obras de transmissão concluída

A EDP, empresa que atua em todos os segmentos do setor elétrico brasileiro, registrou lucro líquido de R$ 271 milhões no primeiro trimestre de 2020, apesar do desafio global representado pela crise do coronavírus. A receita líquida chegou a R$ 3,3 bilhões, um crescimento de 16%, e o EBITDA (lucro antes de taxas, impostos, depreciação e amortização) ficou em R$ 698,5 milhões, 1% inferior ao verificado nos três primeiros meses de 2019. No Ceará, a EDP é responsável pela UTE Pecém.

Ainda em fevereiro, antes mesmo da confirmação do primeiro caso de Covid 19 no País, a EDP instituiu um Comitê de Gestão de Crise, com reuniões diárias, e desenhou um plano de contingência e continuidade do negócio formado por seis subcomitês – Pessoas e Saúde, Operação, Finanças, Jurídico e Regulatório, Parceiros de Negócio, Comunicação e Sociedade – com tomada de decisão diária em todas as frentes. Dessas reuniões, resultaram providências como a distribuição de máscaras para os colaboradores de todas as localidades e a adoção extensiva de home office. Com o objetivo de proteger o caixa da Companhia, foram adotadas medidas extraordinárias, como redução da distribuição de dividendos para 27% do lucro líquido de 2019, a postergação para 2021 de parte do investimento previsto para 2020 e a redução de custos.

Em paralelo, a Companhia destinou cerca de R$ 10 milhões a iniciativas de enfrentamento da pandemia, como doações de ventiladores pulmonares e de equipamentos médicos de proteção individual a hospitais públicos e o apoio a projetos de mitigação dos efeitos da Covid 19 em comunidades vulneráveis de todo o País. “Neste momento, nossa prioridade foi proteger as pessoas e assegurar a continuidade das operações de Geração, Transmissão e Distribuição de energia, além de ajudar a sociedade a superar esta crise de saúde pública”, afirma Miguel Setas, presidente da EDP no Brasil.

Destaques do trimestre

No segmento da Transmissão, a entrada em operação parcial do lote 11 de linhas de transmissão, no estado do Maranhão, foi um dos destaques positivos do primeiro trimestre. A energização do sistema foi adiantada em 19 meses frente ao calendário da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), representando uma antecipação de receita de R$ 17 milhões, o equivalente a 51% da Receita Anual Permitida (RAP) total. Este fator, somado à receita gerada pelo lote 24, no Espírito Santo, possibilitou aumentar o Ebitda da Transmissão em 87% em relação ao primeiro trimestre de 2019. Considerando todos os lotes que detém, a EDP já executou mais de 60% do Capex de Transmissão.

No campo dos Serviços de Energia, foram concluídos projetos importantes, como a entrega de uma das maiores usinas solares do Espírito Santo à Brametal, e da primeira usina de geração solar distribuída do Banco do Brasil. O empreendimento, localizado no município de Porteirinha, no norte de Minas Gerais, tem capacidade instalada de 5 megawatts e garante o fornecimento de energia renovável a 100 agências do Banco, o que permitirá à instituição economizar R$ 80 milhões na conta de energia ao longo de 12 anos.

Na Distribuição, o trimestre foi marcado pela redução dos níveis de perdas não técnicas em baixa tensão, como reflexo do investimento da Companhia, que chegou a R$ 167,2 milhões, uma elevação 3,1%, e do programa de combate e redução de perdas. No Espírito Santo, esta modalidade de perda caiu 0,92 ponto percentual. Na área de concessão da EDP SP, a queda foi de 0,74 ponto percentual. As principais medidas para esta diminuição foram: blindagem da rede, regularização de clandestinos, substituição de medidores, inspeções nas unidades consumidoras através de redes remotas, além da melhoria dos procedimentos de automatização e gestão dos dados. Com isso, apesar da redução no consumo de energia, decorrente da redução da atividade do comércio e da indústria durante o confinamento, o Ebitda da Distribuição foi pouco afetado, ficando em linha com o mesmo trimestre do ano passado.  

A integração da gestão energética nas unidades de Comercialização e Geração garantiu cobertura integral do risco hidrológico do período. No trimestre, a Companhia adotou a mesma estratégia de anos anteriores, com maior alocação de energia no segundo semestre, respeitando o perfil de sazonalização dos contratos de venda e o risco hidrológico. Ainda assim, na Comercializadora, a receita líquida avançou 112% e o lucro líquido, 49,5%. Na Geração térmica, o lucro líquido cresceu 50,6%.

Finalmente, considerando o cenário adverso resultante da pandemia, a Companhia intensificou seu controle de custos. Por outro lado, para garantir maior liquidez, a EDP captou ou liberou por meio de suas empresas cerca de R$ 1 bilhão em recursos adicionais. Mesmo assim, foi mantida a estratégia de otimização da estrutura de capital prudente, com alavancagem ficando em 2 x Dívida Líquida / EBITDA.

Compromisso com a sociedade

Desde o início da pandemia, a EDP se posicionou de forma pioneira no setor com ações de combate ao coronavírus. Primeiro, a Companhia doou R$ 6 milhões para a aquisição de respiradores para hospitais públicos dos Estados de São Paulo, o mais atingido pela doença. Mais R$ 1,5 milhão foi destinado à compra de itens como óculos de proteção, luvas e máscaras N95 para os profissionais que atuam no atendimento aos pacientes da Covid-19 nos estados do Espírito Santo, Ceará e Maranhão. Além disso, a EDP disponibilizou R$ 2,5 milhões por meio do edital EDP Solidária – Covid-19 para apoiar projetos de enfrentamento da pandemia em comunidades vulneráveis de todo o Brasil, dos quais R$ 500 mil foram doados pelos colaboradores da Companhia. Deste total, R$ 1,5 milhão foram dedicados a iniciativas de doação de alimentos, que vão beneficiar cerca de 20 mil pessoas em comunidades carentes e indígenas, e R$ 1 milhão a projetos sociais no campo da saúde. “Estamos confiantes de que estamos preparados para atravessar este período delicado e que, apesar de toda a austeridade que o momento exige, sairemos fortalecidos”, diz Miguel Setas.

Sobre a EDP no Brasil

Com mais de 20 anos de atuação, a EDP é uma das maiores empresas privadas do setor elétrico a operar em toda a cadeia de valor. A companhia, que tem mais de 10 mil colaboradores diretos e terceirizados, atua em Transmissão, Comercialização e Serviços de Energia, e possui seis unidades de geração hidrelétrica e uma termelétrica. Em Distribuição, atende cerca de 3,5 milhões de clientes em São Paulo e no Espírito Santo, além de ser a principal acionista da Celesc, em Santa Catarina. No Brasil, é referência em áreas como Inovação, Governança e Sustentabilidade, estando há 14 anos consecutivos no Índice de Sustentabilidade Empresarial (ISE) da B3.

 

Fonte: Assessoria de Imprensa EDP