CE investe R$ 6,5 mi para garantir água ao Cipp

A intervenção teve um custo total de R$ 6,5 milhões, por meio da Companhia de gestão dos Recursos Hídricos do Ceará (Cogerh). "A prioridade do Governo do Estado é a garantia do consumo humano da população do Ceará", disse o governador durante a entrega do novo sistema hídrico. "Mas também temos que garantir (que a falta de água) não prejudique o desenvolvimento industrial e a economia cearense, já que estamos com menos de 7% de reserva em todos os mananciais cearenses". Segundo o governo, as águas do novo sistema reforçarão a garantia hídrica de São Gonçalo do Amarante e distritos.
Na ocasião, Camilo destacou ainda que a ação reforça o compromisso por parte do Estado com o abastecimento da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP). "Essa ação, além de garantir a reserva das águas do Castanhão, para deixar para o consumo humano, vai dar mais segurança à CSP", destacou o governador do Estado.
Segundo o secretário dos Recursos Hídricos do Ceará, Francisco Teixeira, além dos 38 poços entregues ontem, já estão em construção outros sistemas semelhantes que poderão garantir cerca de 1 mil litros de água por segundo. "Já temos em construção um sistema com mais oito poços que foram feitos que pode extrair mais de 200 litros por segundo. Fora o Cumbuco, com mais 200 litros, mais a Taíba, com mais 200 litros, e Açude Cauípe", disse. "Esse é o começo de um conjunto de intervenções que vai poder economizar, quem sabe, até 1 mil litros por segundo nesta região sem precisar trazer do sistema metropolitano, do Castanhão", ressaltou.
A obra entregue ontem faz parte do Plano de Segurança Hídrica do Governo do Ceará. Elaborado em 2015, a iniciativa reúne ações que têm como objetivo reduzir em 20% o consumo de água, com investimentos previstos em R$ 72,1 milhões.
Termelétricas
Devido ao baixo nível dos reservatórios hídricos cearenses, o Governo do Estado passou a considerar, desde o final do ano passado, a possibilidade de desligamento temporário das termelétricas Pecém I e II, no Cipp, caso não haja recursos financeiros para buscar fontes alternativas de água para as usinas.
Segundo Camilo Santana, no entanto, hoje, a oferta de energia elétrica é suficiente para cobrir a demanda e, portanto, não haveria déficit energético em um eventual desligamento. Ainda não existe definição sobre a paralisação das usinas.
"Essa discussão com as térmicas eu tenho feito desde 2015, inclusive com alternativas, que eles mesmo assumiram o compromisso, de utilizar água do mar para utilização da térmica. Infelizmente isso não caminhou", disse. "Nós temos cobrado da térmica que pelo menos ela colabore e ajude com as ações que o Estado tem feito com relação situação hídrica".
Transposição
O governador também participou ontem de uma reunião em Brasília com os ministros Alexandre Padilha (Casa Civil) e Hélder Barbalho (Integração Nacional), e com os governadores nordestinos. Segundo Camilo, os ministros confirmaram o resultado da licitação do eixo norte da Transposição do Rio São Francisco, que levará a água até Jati, para o início de fevereiro e a retomada das obras em seguida.

Fonte: Diário do Nordeste