Porto do Pecém realiza exportação pioneira de manganês usando equipamento inédito
21/10/2019

O mês de outubro marca os primeiros embarques de manganês via Porto do Pecém, um fato inédito na história das operações do porto cearense. O navio African Raptor, procedente do porto sul-africano de Durban, atracou no terminal cearense e partiu, no começo do mês, carregado de 55 mil toneladas de manganês extraído pela empresa Zeus Mineração Ltda, do município de Pentecoste, com destino a portos da China e da Indonésia. No próximo dia 28 de outubro um novo carregamento de manganês deve ser exportado pelo terminal portuário cearense que faz parte do Complexo Industrial e Portuário do Pecém. Com os embarques em navegações de longo curso, o metal, muito utilizado na indústria siderúrgica, deve entrar na pauta de exportações cearenses.

A inspiração para este transporte pioneiro veio de uma operação realizada no Canadá, conhecida por empresários cearenses em uma ação de benchmarking. Aqui foi utilizado um equipamento semelhante, chamado basket (da Bulkbraz Marítima), de alta eficiência operacional pois permite carregamentos rápidos de navios graneleiros. Segundo Alexandre Mesquita, gerente comercial da empresa TMC, que opera no transporte multimodal de cargas, um dos benefícios do equipamento é evitar a necessidade de armazenamento do produto no chão do Porto, o que poderia gerar particulados e outros impactos ambientais. “O sucesso na execução desta operação viabiliza a partir de então outros negócios que estão em andamento. Queremos então fomentar outras exportações de granéis sólidos neste perfil de operação ecologicamente correta”, comenta.

A mina de Pentecoste, de onde foi extraído o metal, foi ativada em 2009, mais só em novembro de 2018 a mineração iniciou a extração com esta finalidade. Através da parceria com a Zeus, detentora da extração, a TMC adotou uma solução integrada para transportar o manganês da mina para seu terminal utilizando equipamentos da TB Transportes. “Descarregamos no terminal da TMC e empilhamos a carga através da empresa LSC. Após este recebimento, uma certificadora internacional atestou a qualidade do produto conforme as exigências do mercado externo. A negociação da venda deste primeiro navio foi feita, carregamos novamente o minério no terminal até o costado do terminal onde foi operado pela CIPP através dos PSO Tecer e UniLink”, relembra Alexandre Mesquita.

O serviço de logística de grandes volumes tornou viável a operação no Porto do Pecém, que já detém uma localização geográfica estratégica com relação a portos americanos, europeus e asiáticos. “Buscamos gerar soluções de alto valor agregado para nossos clientes e o embarque do manganês via Porto do Pecém é um case de sucesso no qual o cliente não teve preocupação com a logística, pois montamos todo o lote a ser embarcado numa operação de grande importância para o Estado e que deve, a partir de agora, gerar novos negócios como a exportação do minério de ferro extraído no distrito de São José do Torto (Sobral), e da escória (subproduto da fundição de minério) da CSP”, comenta Alexandre Mesquita.