CIC: nova gestão vai priorizar ética

A ética e a transparência são as principais bandeiras que irão permear a nova gestão do Centro Industrial do Ceará (CIC), após a posse do novo presidente, Aluísio Ramalho Filho. A solenidade de posse será realizada hoje (19), às 19h, na Federação das Indústrias do Estado do Ceará (Fiec). Ramalho, que exercerá durante o biênio 2016/2018, substitui José Dias de Vasconcelos. O quadro diretor terá renovação entre 70% e 80%.
Segundo o novo titular da entidade, os temas selecionados por ele são muito atuais, pois ele avalia que há ausência de ética no País. "O papel da classe industrial é muito importante. Nos relacionamos com entidades, fornecedores, trabalhadores e clientes, e ética e transparência não podem ser negociáveis", afirma.
De acordo com ele, na indústria também há falta de ética, o que prejudica a economia. "O ponto principal neste setor é a sonegação de impostos. É uma irresponsabilidade, pois a empresa deixa de contribuir com a sociedade, atrapalha a atividade econômica e colabora para a concorrência desleal", avalia.
Em relação à forma com a entidade pode melhorar o índice de confiança da indústria, o menor em dez anos atualmente, o presidente reforça que o papel do CIC é mais no ambiente político e que a instituição tem três objetivos principais, que já vêm sendo executados pelas administrações anteriores.
O primeiro é levantar o debate sobre temas de interesse da indústria e, também, da sociedade. O segundo é influenciar positivamente sobre os temas debatidos e, em terceiro, buscar constantemente novas lideranças.
Hoje, são mais de 200 associados e a intenção é trazer industriais que participam de sindicatos mas não estão no CIC. Durante sua gestão, Ramalho levará na "bagagem" os vinte anos de expertise como empresário e o relacionamento ético que mantém em sua convivência profissional e pessoal. "Nossa empresa tem histórico de reconhecimento em transparência. Temos bons relacionamentos com todos os agentes e me sinto muito a vontade com este tema", revela.
Novo momento
Ramalho vê o CIC como uma entidade que precisa se atualizar à nova realidade. Para ele, é fundamental que o empresário consiga cumprir seu papel na sociedade, não sendo visto como alguém que só quer lucrar. "As mudanças vêm mostrando que os empresários tem que resolver os problemas e não apenas aguardar mais negócios", diz. Ramalho assegura que o CIC vai levantar debates e pretende ter agendas constantes com os governos em âmbito municipal, estadual e federal.
Perfil
Aluísio Ramalho Filho tem 40 anos, é casado e pai de três filhos. É formado em Administração de Empresas pela Universidade Federal do Ceará (UFC). Foi presidente do Sindicato das Indústrias de Confecções de Roupas de Homem e Vestuário do Estado do Ceará (SindRoupas) e está há quase 20 anos à frente da empresa R&A Confecções. Também é presidente do Conselho de Finanças, Economia e Tributação (Cofin) da Fiec e representante da entidade junto a Comissão de Assuntos tributários e fiscais (Catf) da Confederação Nacional da Indústria (CNI).
Compromisso
"Nos relacionamos com entidades, fornecedores, trabalhadores e clientes. E ética e transparência não podem ser negociáveis"
ALUÍSIO RAMALHO FILHO - Presidente do CIC