As empresas do Complexo Industrial do Portuário do Pecém (CIPP) geram aproximadamente R$ 1 bilhão em negócios por ano. Desse total, segundo dados da associação que representa as companhias da área (Aecipp), 60% são faturados por companhias de outros estados, devido à falta de qualificação técnica e de adequação às normas de governança que são exigidas.
O presidente da Aecipp, Fernando Moura, explica que há um “choque cultural” das empresas cearense ao se relacionar com algumas multinacionais, que exigem garantias dos seus fornecedores de serviços. Acostumados a negociar em um clima de informalidade, há uma resistência em atender as normas de padronização e os contratos acabam migrando para companhias do Sul e Sudeste do País.
A Aecipp vem procurando trabalhar a capacitação dos fornecedores e da mão de obra contratadas pelas empresas que atuam no Pecém. Há um convênio firmado com o IFCE para treinar novos profissionais e atender o mercado, mas as oportunidades estão sendo perdidas.
Contratos
Oportunidades para serviços
O engenheiro Durval Vieira Freitas, da DVF Consultoria, participou dos trabalhos da Companhia Siderúrgica do Pecém (CSP) e da Votorantim, em Sobral. Ele explica a instalação de multinacionais no Estado mudou o padrão de exigências.
Parte dos problemas viria do estilo de produção: as indústrias locais estão acostumadas à fabricação em série, e as companhias do Pecém exigem produção customizada e dentro de um padrão diferente. Mesmo na área de serviços há dificuldades, mas as oportunidades estão postas para vários serviços: um deles seria a parte de pintura industrial.
Hoje, às 18h30, na Federação das Indústrias, será feita uma apresentação dos serviços demandados no CIPP.
Fonte: Neila Fontenele - O Povo